Mykonos

  • 16/08/2016
  • comentários
  • Por: Guilherme Goss De Paula

Prontos para a viagem, Evan e eu seguimos de metrô até o porto Pireu, onde embarcamos num ferry Blue Star. Por volta das 13h, após seis horas de navegação, aportamos em Mykonos. A paisagem estava tomada por centenas de casinhas brancas de janelas azuis (bem como eu esperava) que, colocadas lado a lado de frente pro mar, pareciam nos dar as boas-vindas. A água desfilava ao redor em vários tons de azul. E ainda havia moinhos de vento para dar um toque especial. À primeira vista, já concluí que tinha tomado a decisão certa.

DSC01136

Após o desembarque caminhamos até o centro onde encontramos uma agência de hospedagem. Apesar de não termos feito nenhuma reserva prévia, conseguimos um bom quarto pra ficar no Angela’s Rooms.

Sem querer perder tempo, pegamos algumas informações e tomamos um ônibus até Paradise Beach, uma praia de areia clara, de mar calmo, de água límpida e sem ondas. Estávamos na primavera, o que garantia uma praia tranquila e a água gelada. Enquanto relaxava na areia da praia, recebi uma mensagem das holandesas dizendo que também queriam ir para Istambul, e começamos a planejar o nosso reencontro.

DSC01158

Passado um tempo, voltamos e fomos caminhar pelas ruelas de pedra da cidade. As casas todas pintadas de branco realçavam tudo que fosse colorido, como as primaveras que corriam entre elas, às vezes formando longos corredores estreitos e floridos. E foi próximo aos famosos Moinhos de Vento que assistimos ao espetacular pôr do sol. Depois do jantar (chicken pita e Mythos – sim, adorei essa combinação!), seguimos para Little Venice, uma região badalada, em frente ao mar, repleta de barzinhos e restaurantes – ideal para um hangout.

DSC01195

DSC01176

DSC01174

DSC01179

DSC01178

No dia seguinte, pra otimizar nosso pouco tempo restante, alugamos um quadriciclo – por apenas €13 – e partimos para a praia Super Paradise. No caminho, um susto: em uma das paradas pra foto o quadriciclo parou de funcionar. Eu, que não entendo bulhufas de mecânica, não sabia o que fazer. Evan, que também acho que não entendia muito, começou a fuçar e, de repente, deu partida. Aliviado e curioso perguntei o que ele havia feito e ele, com cara de espanto por ter conseguido consertar o equipamento, respondeu: “– Vi isso num filme!”. E, se não fosse pelo filme, estaríamos lá até agora! Rsrs

DSC01224

Durante o percurso as paisagens ficavam mais bonitas a cada momento e, a cada morro que ultrapassávamos, a natureza se abria diante dos nossos olhos. Devido à falta de sinalização, rodamos um bocado por estradas erradas até encontrar a tão elogiada praia. Se eu já estava extasiado com as vistas pelo caminho, o que dizer da praia em si? Ela estava deserta, havia apenas um veleiro a algumas centenas de metros dali decorando a linha do horizonte. Na areia, espreguiçadeiras e guarda-sóis de sapê desocupados dividiam simetricamente o espaço. O mar, convidativo, balançava suas águas cristalinas em movimentos hipnotizantes, sem ondas. Quando percebi já estava submerso, sentindo na pele a água gelada de doer. Nem liguei! Diferentemente de outras praias, por ali o fundo é de areia fina e não de pedras. Resolvi desafiar a limpidez das águas caminhando para o fundo para verificar até onde conseguiria ver meus pés. Mas a transparência daquelas águas era tão incrível que não era afetada pela profundidade. Pouco a pouco, mais visitantes iam chegando até a praia – entre eles, como de costume, percebi alguns brasileiros. Olhando para o bar, ainda fechado, e sua grande piscina, imaginei como aquela praia deveria ficar lotada nos meses de verão.

DSC01246

DSC01251

Já era hora de voltar pra devolver o quadriciclo, pegar as mochilas no albergue e partir. Chegando ao porto, compramos os bilhetes para Atenas, pegamos um ônibus para o New Port e embarcamos, deixando o paraíso para trás.

Já em Atenas, optamos pelo mesmo Aphrodite Hostel onde, novamente, fomos muito bem atendidos pelo recepcionista. No bar, pedimos uma pizza enquanto conversávamos com a viajada Anka (a bartender polonesa). Algumas pessoas estavam indo fazer um tentador passeio noturno pela Acrópole, mas eu resisti e preferi descansar pela longa jornada que teria no dia seguinte.

O dia amanheceu e eu estava muito empolgado, pois o próximo destino era Istambul – uma das cidades que eu mais queria conhecer durante esse mochilão.

Veja a galeria completa!!


Este é o 36º post da série Mochilão na Europa I (28 países)

Leia o post anterior > Atenas

Leia o post seguinte > No trem: de Atenas para Istambul

Ou acesse o índice com todos os posts dessa série!


↓ Salve esse Pin e siga também nosso Pinterest!


Para a sua viagem

Reserve seu hotel pelo Booking.com
Alugue seu carro pela Rentcars
Compre seu chip internacional Mysimtravel
Viaje sempre protegido com Intermac Seguros
Evite filas comprando antecipadamente seus ingressos e passeios pelo Viator
Prefere uma ajuda profissional para sua viagem? Entre em contato com a Reisen Turismo

Ao utilizar esses links, você ajuda o blog a crescer sem pagar nada a mais por isso!





Booking.com





Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


8 respostas para “Mykonos”

  1. […] Leia o post seguinte: Mykonos […]

  2. Paulo disse:

    Adorei o relato de vcs! As fotos ficaram lindas!

    Em que mes do ano vcs foram pra lá? Estou pensando em ir em setembro desse ano. Será que ainda tá quente pra aproveitar as praias?

    Outra coisa, para ir pra Mykonos e/ou Santorini compensa mais ir de ferry boat ou avião? Não sei se enjoo numa viagens dessas…

    • Olá, Paulo!
      Estive em Mykonos duas vezes: uma em abril/maio (estava quente) e outra em outubro (friozinho à noite).
      Setembro é um ótimo mês para curtir Mykonos, nem tão quente e nem tão lotado como em agosto.
      Ideal para aproveitar as praias. O ferry não balança muito não, mas é bem demorado (cerca de 6 horas).
      Os voos desde Atenas levam cerca de 30 minutos. Vale fazer uma pesquisa de preços antes de se decidir.
      Um abraço!

      • Paulo disse:

        Obrigado pela resposta, Guilherme!

        Vc lembra quanto pagou pela passagem do ferry boat?

        E vc sabe de mais alguma companhia aerea além da Aegean Airlines que faz o trajeto Atenas – Mykonos e/ou Santorini? (to achando as passagens aereas por essa companhia mto caras!)

        • Olá, Paulo.
          Na verdade eu paguei o ferry com desconto, pois viajei com o Eurail Global Pass.
          Mas tem vários sites que vendem, digite no Google “ferry athens mykonos”, daí vc pode comparar os valores entre as opções.
          Sobre passagens aéreas, a Ryanair tem tarifas melhores para as duas ilhas. Dá uma olhadinha no Skyscanner também, ele mostra todas as opções de cias aéreas. 😉

Deixe uma resposta

Inline
Inline