No meio do mundo (Quito, Equador)

  • 5/07/2016
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  • Por: Guilherme Goss De Paula

Fala, viajante!!

No post anterior relatei todas as belezas e curiosidades sobre Cuenca, a lindíssima cidade equatoriana. Hoje é dia de continuarmos a viagem rumo a Quito. Apertem os cintos e vamos nessa!


No meio do mundo (Quito, Equador)

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Estávamos na rodoviária de Cuenca e, depois de chorarmos um pouquinho o preço, compramos as passagens para a capital por US$ 10 na empresa Super Táxis que, apesar do nome, é uma empresa de ônibus. É importante lembrar que no dia da nossa chegada em Cuenca, ainda no posto de informações, a atendente nos deu uns papeizinhos com nomes e horários das melhores empresas de transporte que faziam a rota Cuenca-Quito. Nosso amigo Marcelo ficou responsável por eles, porém não conseguiu encontrá-los no dia do embarque.

Eis que chega a hora de embarcar, eram quase 22h. Para ter acesso ao ônibus é necessário pagar a taxa de embarque, que é cobrada à parte, em uma máquina que fica localizada na plataforma. O pagamento só pode ser feito com moedas e adivinha? Não tínhamos nenhuma. Uma policial que estava por perto trocou algum dinheiro conosco para que pudéssemos embarcar.

Se por fora o ônibus já não parecia muito bom, por dentro ele era terrível. As poltronas eram pequenas, quase não reclinavam e, pra piorar, uma barata passou ao lado da minha perna logo no começo da viagem. Mas calma, isso ainda não é tudo. Não demorou muito para que começasse a chover e eu, em uma noite sem sorte, fui premiado mais uma vez. Toda vez que o ônibus fazia uma curva mais fechada para a direita, uma goteira corria na minha direção. E foi assim que passei uma noite inteira mal dormida.

Era de manhã bem cedo, o dia estava clareando e o busão ia se aproximando do nosso destino final. Desembarcamos sãos e salvos no moderno terminal rodoviário de Quito (o Terminal Terrestre Quitumbe). Pegamos um táxi por US$ 10 que nos levou o albergue El Hostelito, um local agradável cujo slogan é “a Pod experience!” (uma experiência no casulo) – isso porque as camas são realmente como casulos (ou cápsulas), fechadas com cortinas, o que é muito interessante por oferecer maior privacidade aos hóspedes. A diária custa US$ 14,25 e inclui wifi, toalha, café, chá e água, entre outros serviços. Como ainda era muito cedo, não podíamos fazer o check-in, então nos (des)organizamos rapidamente na sala de TV, tomamos um banho, um café da manhã basicão (pago à parte) e partimos.

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Caminhamos por poucos minutos até encontrar o ponto de ônibus na Avenida 6 de Diciembre (os mais próximos do albergue são: La Paz e Orellana),  A passagem custou US$ 0,25 e, seguindo informações, desembarcamos na Estación Marín Central, no centro histórico, de onde começamos nosso passeio pela cidade.

Subimos a ladeira da rua Chile – um calçadão que ocupa seis quarteirões, antes de dar acesso aos veículos – até a Plaza de la Independencia, onde chegamos ofegantes devido aos 2.850 metros de altitude. A praça, geralmente cheia de gente, possui um bonito paisagismo e bem no centro fica o Monumento a la Independencia (ou Monumento a los Heroes del 10 de agosto de 1809). Ao redor da praça ficam alguns dos prédios mais importantes da cidade, tais como: a Catedral Metropolitana de Quito que guarda os restos mortais do libertador António José de Sucre; o Palácio Presidencial Carondelet, sede do governo que, durante nossa visita, encontrava-se com a bandeira a meio mastro, em virtude das vítimas do terremoto; a Alcadía Municipal (prefeitura); e o Palácio Arzobispal que hoje funciona como um centro de compras.

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Continuamos pela Calle García Moreno até a próxima esquina onde fica a Iglesia de la Compañia de Jesús, a mais requintada igreja equatoriana – e que guarda o corpo da Santa Mariana de Jesús.

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Depois subimos a Calle José de Sucre até a Plaza San Francisco, em frente à Iglesia y Convento San Francisco cujo museu abriga mais de quatro mil peças, sendo um dos maiores museus religiosos íbero-americano. O complexo ainda revela a interessante lenda que, resumidamente, conta a história de um índio que se comprometeu a construir o átrio do templo mas não conseguiria entregar a obra no prazo combinado. Por esse motivo, o índio vendera sua alma ao Diabo em troca do término da construção. Em apenas uma noite a obra seria feita e o índio não parou de rezar à Virgem com medo de ir para o inferno. Eis que o Diabo apareceu mas ainda faltava uma pedra no átrio. Sendo assim, o pacto foi anulado e o índio se libertou. Até hoje, falta uma pedra no local.

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Confesso que a essa altura já estávamos cansados de visitar tantas igrejas e resolvemos tomar um táxi (por US$ 3) para irmos desde a Plaza San Francisco até El Panecillo, uma montanha natural que chega aos 3.000 metros de altitude e recebeu a Virgen de Quito, uma escultura de alumínio com 30 metros de altura (e mais 11 de sua base). O atrativo é conhecido como Virgen del Panecillo e a entrada para subir alguns lances de escada custa US$ 2. Mas atenção, a subida é apenas até o final da base, não sendo possível chegar ao topo da escultura. As vistas panorâmicas que se têm da cidade desde o mirante são incríveis. E na rua de trás da escultura há várias barraquinhas de suvenir. Para descer de volta à cidade, você pode combinar com o taxista para que ele aguarde ou pegar um ônibus.

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Nós aproveitamos a oportunidade e pegamos um ônibus que passava por lá e, por US$ 1, fomos até a Mitad del Mundo, um dos atrativos mais procurados pelos viajantes que visitam a capital. O trajeto (pouco mais de 30km) de busão durou cerca de 1h30 pois o complexo fica em San Antonio de Pichincha, ou seja, fora do perímetro de Quito. Ao chegarmos, vimos que o complexo é como uma cidade fictícia. Na bilheteria há duas opções de ingresso: US$ 3,50 pelo acesso à cidade (complexo) ou US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui a entrada a todas as atrações: Museo Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario.

O grande destaque do complexo que, supostamente, está construído sobre a Linha do Equador (na Latitude 0°0’0”) é o Monumento a la Mitad del Mundo. Trata-se de um marco de quatro lados, medindo 30 metros de altura, que possui um globo terrestre em seu topo. Em cada um de seus lados está marcado um ponto cardeal (norte, sul, leste e oeste). A Linha do Equador é representada por uma estreita faixa amarela que atravessa o Monumento e divide, ao meio, toda a extensão do complexo. E, apesar de tantas trações disponíveis, é justamente essa linha que causa mais alvoroço entre os visitantes que tiram suas fotos com um pé em cada hemisfério. A verdadeira linha imaginária, no entanto, possui 5km de largura, mas isso não faz desmerecer o valor de uma visita ao local. Ah, não esqueça que você pode carimbar seu passaporte gratuitamente na entrada do Museo Ecuatorial (mesmo sem ter o ingresso)!

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Já era hora de almoçar e o complexo possui várias opções de restaurantes e os preços, ao contrário do que imaginávamos, estavam dentro da média entre US$ 6-8. Pedimos uma sugestão para um vendedor de uma das lojas de artesanato e ele nos indicou o Calima Café Restaurante. O local possui bom atendimento, boa comida e uma decoração retrô muito bacana – e muito nostálgica. Pedi uma pechuga a la plancha (peito de frango grelhado com salada, arroz e fritas) que veio antecedido por uma saborosa sopa de legumes. O pedido também já incluía um copo de suco.

Depois do almoço fomos pechinchar um pouco pelas lojinhas e tirar mais algumas fotos ao redor do Monumento. No caminho da saída vi que havia uma agência de viagens que organiza passeios a partir do complexo, as opções são: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração). Outro produto que eles comercializam (por US$ 2) é o certificado da visita a Mitad del Mundo – é legalzinho, caso você tenha esquecido de levar seu passaporte.

Deixamos o complexo e estávamos procurando o ponto de ônibus para voltar a Quito, quando fomos interrompidos por uma gari:

Quieren coger la buseta? – perguntou ela.

Si, si. – respondemos prendendo o riso.

E ela gentilmente nos mostrou o ponto que deveríamos pegar. Nós a agradecemos e, avistando o ônibus que já estava quase parando, começamos a correr enquanto gargalhávamos de uma das mais constrangedoras piadinhas idiomáticas. Pra quem não está habituado ao espanhol, buseta nada mais é que um ônibus pequeno, ou um micro como se costuma falar. É bastante comum ouvir e falar essa palavra mas ela realmente nos pegou desprevenidos.

Bom, embarcamos no ônibus e pagamos apenas US$ 0,40 pela passagem. Após a longa jornada de volta ao centro, mesmo cansados, decidimos caminhar pelo centro para conhecer um pouco mais. Assim, passamos pela Iglesia de Santo Domingo e chegamos à pitoresca Calle La Ronda, uma ruazinha estreita que parece ter saído de algum filme antigo, ladeada por casarões coloniais finamente restaurados que abrigam restaurantes elegantes, lojas de artesanato e galerias de arte. Caminhar por esta ruela de paralelepípedos é obrigatório a qualquer viajante!

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Anoitecera e retornamos pela Calle Venezuela de onde podíamos ver, ainda que longe, a iluminada Basílica del Voto Nacional que visitaríamos no dia seguinte. Paramos novamente na Plaza de la Independencia para tirar algumas fotos noturnas e descemos pelo calçadão da Calle Chile. Com fome, paramos na lanchonete Caravana, um fast-food local e também padaria que vive cheio de gente.

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Exaustos, pegamos o ônibus para continuar até o albergue, mas pegamos o ônibus errado – e foi difícil desembarcar, pois ele estava absurdamente lotado. Nos horários de pico, outro ônibus (branco/vermelho) também circulava em alguns dos pontos onde já estávamos acostumados a pegar o nosso (que era apenas vermelho), e foi isso que gerou a confusão. Corrigimos o problema e algum tempo depois chegamos ao albergue.

Descansamos um pouco, tomamos um banho e driblamos o cansaço para conhecermos o tão falado bairro Mariscal. Chegamos de táxi (US$ 3,50) até a Plaza Foch, um dos locais (senão o local) mais badalados da cidade, que reúne bares, restaurantes e baladas do momento. A praça é a união das quatro esquinas formadas pelas ruas Mariscal Foch e Reina Victoria. O detalhe é que, devido ao recente terremoto que abalara o país, bares e restaurantes estavam proibidos de vender bebidas alcoólicas e as baladas nem poderiam abrir. O luto e o respeito por lá é sério e havia fiscalização fazendo ronda. O consumo de bebidas, na verdade, era limitado a uma taça de vinho ou um copo de chope por pessoa, desde que fossem consumidos como acompanhamento de algum prato. Beber por beber, pura e simplesmente, de jeito nenhum. Esse fato gerou um momento de reflexão entre nós que, imediatamente, o comparamos à nossa realidade que é bem diferente – mesmo diante de luto oficial, não temos tais medidas por respeito. O que se ouvia por lá era que não havia motivo para beber ou fazer festa diante de tamanha desgraça e tristeza. E estavam certos. Sendo assim, escolhemos o Restaurante Bar e Lounge Q (sim, o nome é “Q” mesmo!) onde pedimos uma porção de canapés de salmão defumado (uma delícia, custou US$ 8,25) e nossa cota de chope, uma tulipa (por US$ 5) para cada – apenas para harmonizar. Feito isso, gastamos mais um tempo caminhando por lá antes de pegarmos um táxi de volta para o albergue (por US$ 3,00).

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No outro dia levantamos cedo e fizemos o check-out, pois havíamos decidido terminar os passeios durante o dia e seguir viagem antes do anoitecer. Ao lado do albergue havia uma quitanda onde compramos algumas bananas para começar o dia – apesar de ser um dos menores países do continente sul-americano, a produção de bananas do Equador compete com a brasileira. Seguimos em direção ao ponto de ônibus, mas desviamos o caminho ao ver uma padaria – afinal ninguém vive de bananas. A padoca era pequena (mas muito boa) e não havia mais lugares disponíveis. Pegamos nossos pães e bebidas para desayunar na mureta de um prédio do outro lado da rua. Depois, satisfeitos, pegamos novamente o ônibus (US$ 0,25) até Marín Central.

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A primeira atração do dia foram as catacumbas da Basílica del Voto Nacional. São corredores e mais corredores de túmulos sobrepostos, como se fossem gavetas, localizados no subsolo. No pátio lateral da igreja vários grupos folclóricos e musicais se apresentavam para incentivar as doações para as vítimas do terremoto. Foi uma experiência maravilhosa poder assistir às apresentações de grupos indígenas com suas danças e costumes típicos. Na fachada frontal da igreja, que é a maior das Américas no estilo neogótico, ficam as inconfundíveis torres com seus relógios e, em suas laterais, diversos animais nativos aparecem esculpidos, lhe dando uma característica própria. A entrada para a igreja custa US$ 2 e vale a pena para sentir a grandiosidade da obra e ver seus belos (e quase incontáveis) vitrais. Por US$ 2 também é possível subir nas torres da igreja, que garantem vistas ímpares do centro histórico e de toda a cidade de Quito. A primeira parte da subida pode ser feita de elevador, mas depois não dá pra fugir das estreitas e acrofóbicas escadinhas. Primeiramente subimos na torre central, cujo caminho inclui uma passarela por dentro do telhado da igreja e a vista garante as torres dos relógios ao fundo. Depois foi a vez de subir na própria torre do relógio (apenas uma está disponível para visitação) que proporciona as melhores vistas do centro histórico, fazendo-o parecer uma linda e colorida maquete. A torre ainda dá lugar a um elegante Café.

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Nós ignoramos a finesse e a vista panorâmica do Café da Basílica para almoçar no Mercado Central, onde provamos mais uma vez o famoso prato equatoriano, o hornado (porco assado) por US$ 2,50.

E assim terminamos nosso passeio pela capital equatoriana. Fizemos o caminho de volta ao albergue para pegar as bagagens e mais tarde tomamos um táxi (US$ 10) até o Terminal Carcelén, de onde saem os ônibus para o norte do país. No terminal há uma quantidade incrível de barraquinhas de comida, onde garantimos nosso lanche pra viagem (lanche por US$ 1 e refri US$ 0,50).

Nosso destino era Otavalo, pagamos US$ 2,70 pela passagem e a viagem durou cerca de 1h30-2h. A frequência de transporte entre as duas cidades é alta e há ônibus a cada 15-20 minutos para lá.

No próximo post vocês conhecerão os detalhes da região de Otavalo, um destino que revela belezas naturais e tradições indígenas ancestrais!!

Informações para facilitar o seu planejamento

Táxi do Terminal Quitumbe até o albergue – US$ 10

Ticket de ônibus dentro da cidade – US$ 0,25

Catedral Metropolitana de Quito – Abre: seg/sáb 10h-16h. Entrada: US$ 3 / estudantes pagam US$ 2 / quem quiser visitar os domos paga US$ 6

Iglesia de la Compañia de Jesús – Abre: seg/qui 9h30-18h30, sex até 17h30, sáb até 16h, dom 12h30-16h. Entrada: US$ 5 / estudantes pagam US$ 2,50 / gratuita no primeiro domingo de cada mês. Site: http://fundacioniglesiadelacompania.org.ec/

Museo Iglesia y Convento San Francisco – Abre: seg/sáb 9h-17h30, dom até as 13h. Entrada: US$ 2 / estudantes pagam US$ 1. Este site não é oficial, mas conta várias versões da contrução do complexo – http://www.quitoadventure.com/espanol/relax-ecuador/lugares-turisticos-quito/iglesias-conventos/san-francisco-quito.html

Táxi do centro até a Virgen del Panecillo – US$ 3

Virgen del Panecillo – Entrada: US$ 2

Ônibus desde Quito a Mitad del Mundo – US$ 0,40-1,00

Mitad del Mundo – Abre: todos os dias 9h-18h. Entrada: US$ 3,50 acesso ao complexo / US$ 7,50 pelo Full Pass que inclui todas as atrações (Museu Ecuatorial, Plaza del Cacao, Viviendas Ancestrales, Estación del Tren e Planetario). Passeios: Cratera do vulcão Pululahua (US$ 4 / 1h de duração) e Templo Rumicucho (US$ 5 / 1h15 de duração)

Táxi do albergue a Mariscal (Plaza Foch) – US$ 3,00-3,50

Restaurante Bar e Lounge Q – tapas em geral US$ 5-8 e chope US$ 5

Basílica del Voto Nacional – Abre: todos os dias 9h-17h. Entrada: US$ 2 para a igreja e US$ 2 para as torres

Táxi do albergue ao Terminal Carcelén – US$ 10

Passagem Quito/Otavalo – US$ 2,70

Veja todas as fotos!!


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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


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