O que fazer em Bali e nas ilhas Gili? Veja meu roteiro de 20 dias pela Indonésia

  • 20/02/2017
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  • Por: Guilherme Goss De Paula

Minha viagem para a Indonésia surgiu por acaso, não havia sido planejada. A oportunidade apareceu e eu, como um bom viajante e amante do sudeste asiático, não pude recusar. Em pouco mais de dois meses lá estava eu, acompanhado por familiares e amigos, embarcando no aeroporto de Guarulhos!




 

Tínhamos 20 dias para viajar e decidimos ficar 10 em Bali e 10 nas ilhas Gili. E assim fizemos:

Dia 1
Chegamos à noite em Bali. Desembarcamos e já fomos “atacados” pelos taxistas. Continuamos caminhando sem dar muita bola (faça isso se quiser pagar menos) e depois, com calma, longe do tumulto, negociamos a corrida até o hotel em Nusa Dua (saiu por IDR 170.000). Ficamos divididos: alguns hospedados no Grand Whiz, um hotel legal, sem luxo; outros no sofisticado resort The Laguna. Depois de um banho, jantamos no hotel e fomos caminhar pela praia de Nusa Dua.
Leia os posts sobre o hotel Grand Whiz, sobre o resort The Laguna (em breve) e sobre as praias de Bali (em breve).

Hotel Grand Whiz

Dia 2
Depois do café, pegamos um táxi em frente ao hotel e seguimos até Kuta, a corrida saiu IDR 100.000. Coincidentemente, o motorista tinha parentes no Brasil e até falei com eles por telefone, em português! Caminhamos um pouco pela praia e bastante pelas ruas e comércio. Quando anoiteceu jantamos em um dos restaurantes de Nusa Dua – fora do complexo hoteleiro. Depois ainda passamos no Bali Collection – um shopping a céu aberto onde você encontra de tudo um pouco (mas não espere preços muito baixos, pois fica dentro do complexo hoteleiro de Nusa Dua).

Entrada de shopping em Kuta

Dia 3
Partimos de táxi até Seminyak (IDR 127.000). Conhecemos um shopping, depois seguimos para a praia. Lá existe um famoso beach club chamado Ku De Ta – ficamos por ali rodeando mas não entramos. Voltamos a caminhar pelas ruas e almoçamos no Corner House, um restaurante bacana, com um ótimo cardápio. Quando não conseguíamos mais caminhar, voltamos ao hotel.

Beach Club Ku De Ta

Dia 4
Com um dos taxistas que já tínhamos conhecido, Edi é o nome dele, combinamos o preço e fizemos um tour por Nusa Dua e Uluwatu (por IDR 400.000 ele ficou o dia todo à nossa disposição – éramos quatro pessoas nesse dia). Começamos visitando os centros náuticos para a prática de atividades como Parasailing, Fly Fish, Jet Ski, Fly board, etc. A próxima parada foi na praia Pandawa, enorme, bem estruturada, e estava vazia, mas pelo número de barracas, pode-se imaginar que ela fica lotadíssima. Em seguida, almoçamos no restaurante Cikgo – simplesmente maravilhoso, tanto na decoração, quanto na comida. Continuamos nosso tour até a praia Dreamland, que eu gostei bastante ela tem ondas fortes mas é uma delícia. Interrompemos nosso mergulho pra visitar mais uma praia, a famosa Padang-Padang – ela é linda demais, uma piscina, mas estava superlotada. Continuamos então até o templo Uluwatu, onde assistimos ao tradicional show de dança Kecak (achei meio furada). Pra finalizar o passeio jantaríamos em Jimbaran, em um de seus 459.345.989 restaurantes de frutos do mar, mas estávamos muito cansados, então só conhecemos o local e apelamos pra um fast food antes de irmos para o hotel.

Templo Uluwatu

Dia 5
Tiramos um dia de folga para descansar e curtir as piscinas e a praia do resort The Laguna. Fora isso, só fomos até o Bali Collection para almoçar e jantar.

Shopping Bali Collection

Dia 6
Fizemos o segundo tour com Edi, o mesmo tiozinho taxista, dessa vez a diária saiu por IDR 450.000 (éramos seis pessoas). O tour começou em um show de dança Barong (achei melhor que o outro, destaque para o gamelão, instrumento tradicional – mas não espere muuuito) – na plateia havia pouquíssimos turistas, o que deixou o ambiente mais interessante, já que a maioria era formada por javaneses muçulmanos. Em Celuk, o vilarejo conhecido por seu ouro e sua prata, visitamos uma fábrica de joias. Seguimos para o templo Batuan – que dizem ser um dos mais antigos da ilha (leia mais sobre os templos de Bali). Continuamos nosso tour e chegamos ao vilarejo Mas – um dos que eu mais queria conhecer -, lá o trabalho é entalhamento de madeira, e são produzidas verdadeiras obras-primas que chegam a ultrapassar os US$ 100.000,00. Próximos a Ubud, visitamos o templo Goa Gajah com sua magnífica Elephant Cave. No longo caminho para o vulcão, fizemos uma parada para experimentar o famosíssimo, e caro, Luwak Coffee, o tal café cujos grãos são “evacuados” pelo bichinho antes de ser preparado. Bem acordados por causa do café (!), chegamos aos arredores do vulcão Kintamani, de onde pudemos admirá-lo e tirar fotos. No caminho de volta, paramos para contemplar o Tirta Empul, o templo das águas sagradas. O último atrativo do dia foram os famosos terraços de arroz de Tegalalang – uma pena que já havia escurecido e estávamos tão cansados que decidimos não caminhar pelo arrozal.

Templo Tirta EMpul

Dia 7
Depois de um dia cheio, nada mais justo que outro dia inteiro de piscina e praia no resort The Laguna.

The Laguna Resort

Dia 8
Faríamos o terceiro passeio com o tiozinho taxista, mas no dia anterior ele disse que estava em Java com a família. Acho que era mentira, de certo ele desencanou porque a viagem seria longa. Enfim, liguei para outro taxista, Wayan, e cedinho ele já estava nos esperando na recepção. Visitamos a Monkey Forest, onde centenas de macaquinhos fazem a alegria dos visitantes – mas também sabem abrir os zíperes das mochilas para roubar seus pertences. Em seguida, fomos até Ubud para conhecer seu tradicional mercado – com preços irresistíveis. Almoçamos por lá, em um restaurante mais que exótico, e seguimos para o Palácio (que não tem nada de espetacular). Fizemos mais uma parada no caminho para visitar um loja gigantesca de suvenires, recomendada pelo motorista – havia muita variedade e os preços eram ótimo, mas não me encantei com nada.

Mercado em Ubub

Dia 9
Depois de um dia de tour, mais um dia de descanso, certo? Errado! Enquanto todos ficaram no hotel, contratei o mesmo motorista e ele me levou sozinho em um tour por alguns dos templos mais interessantes – na minha opinião. Ele cobrou IDR 600.000 pela diária de trabalho. O primeiro templo visitado foi Taman Ayun (entre Dempassar e Ubud) que ostenta seus vários merus. Depois fomos até o norte da ilha, onde visitei Ulun Danu, o belo templo que ilustra as notas de IDR 50.000. Começou a chuviscar bem quando estávamos saindo do templo em sentido aos terraços de arroz de Jatiluwih, no caminho enfrentamos uma chuva pesadíssima (aprendi na prática o que são as monções), o que dava certo pavor nas estradinhas sinuosas. Estacionamos e fui caminhar pelos arrozais com um guarda-chuva emprestado pelo Wayan. Fomos embora e ainda chovia. Para a minha felicidade, a chuva ficou lá nas montanhas e não nos acompanhou para o último atrativo do dia. O templo Tanah Lot é bonito e interessante, construído mar adentro, só é possível chegar até ele na maré baixa. As ondas fortes impedem, até mesmo, que barcos se aproximem. A tranquilidade desse templo só é incomodada pelo graaande número de visitantes e, pior, um sistema de som (como o de uma rodoviária) que fica constantemente emitindo avisos ou sei lá o quê. Pegamos um tráfego imenso para ir embora, mas o dia valeu a pena!

Templo Taman Ayun

Dia 10
Feliz com o que já havia visitado, arrumei a mala para partirmos no dia seguinte a Gili Trawangan. Aproveitei o dia na piscina do hotel Grand Whiz. Mais tarde saímos para jantar no restaurante The Bistrot, em Seminyak – um restaurante lindo e pomposo, que serve uma ótima comida e o preço é razoável.

Restaurante The Bistrot

Dia 11
Acordamos cedo, tomamos o café e, pontualmente, nosso traslado chegou. Cerca de duas horas depois, estávamos no porto de Padangbai. Depois de pegarmos os tickets, tomamos um chazinho de espera. Quando nosso barco chegou, seguimos pelo píer puxando as malas e embarcamos. O barco era pequeno, fomos chacoalhando e passando muito calor – pois começou a chover e as portas laterais tiveram que ser fechadas. Apesar do sufoco, chegamos bem e fomos caminhando até o Ko-ko-mo Resort. Ficamos hospedados na Villa Ganesha, uma casa privativa, com duas suítes, piscina e todas as comodidades e serviços de um hotel.

Ko-ko-mo Resort

Dias 12, 13, 14, 15, … 20
Desse dia em diante nossas únicas preocupações foram curtir ao máximo as praias e os restaurantes. Demos uma volta inteira em Gili Trawangan para conhecê-la melhor (fizemos isso em três horas, parando muuuuito e tirando muuuuitas fotos – normalmente se dá a volta em duas horas mais ou menos), assistimos ao pôr do Sol, jantamos em vários restaurantes diferentes e também curtimos muito a Villa Ganesha, nossa casa! Só deixamos Gili T., assim chamada pelos íntimos, para conhecer suas irmãs Gili Meno e Gili Air, duas ilhotas ainda menores. Meno é muito bonita, mas a praia de Air ganhou nosso respeito e nos fez voltar mais uma vez! E eu, que gosto de mergulhar, me senti no paraíso ao escolher Turtle’s Heaven e Sunset Point como meus destinos de mergulho: peixes-palhaço (iguais ao Nemo), tartarugas aos montes e tubarões garantiram minha diversão subaquática – isso sem contar a variedade de espécies que víamos todos os dias praticando snorkeling.

Gili Trawangan

Dia 21
Tudo havia sido fantástico, mas chegara a hora de voltar. Seguimos de carroça (o meio de transporte oficial da ilha) até o porto (leia-se píer) e voltamos para Padangbai – dessa vez em um barco maior e mais confortável. De Padangbai fomos direto ao aeroporto onde tomei um banho de gato antes de comprar os últimos suvenires e embarcar.

Agora que você já tem uma ideia do que fiz por lá, acompanhe os outros posts de Bali para conferir cada atração com detalhes!!


Saiba mais sobre Bali

Onde ficar em Bali?

7 templos de Bali que vão te deixar de boca aberta

Conheça o Grand Whiz Hotel em Nusa Dua (Bali, Indonésia)

The Laguna, a Luxury Collection Resort & Spa (Nusa Dua, Bali)


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Guilherme Goss De Paula

Nascido em Tupã, no interior de São Paulo, sua primeira experiência internacional foi um intercâmbio na Alemanha - onde despertou seu interesse por conhecer o mundo. Trabalhou com turismo nos EUA, no Amazonas e em Santa Catarina. Graduou-se em Turismo e Hotelaria e abriu sua própria agência de viagens. Sempre em busca de novos destinos, acumula passagens por mais de 60 países. Como escritor-viajante, já participou de diversas edições dos guias O Viajante, além de ser colaborador voluntário dos sites TripAdvisor e Mochileiros.com. Sua melhor viagem é sempre a próxima!


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